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Incentivando a inovação nas organizações


Essa situação inibe a capacidade de inovação das empresas. Para quebrar esse ciclo vicioso e entrar no ciclo virtuoso da inovação é necessário utilizar ferramentas que estimulem as pessoas a correrem riscos e dedicarem tempo e atenção para projetos de potencial inovador.

Para quebrar esse ciclo é necessário utilizar artifícios que estimulem as pessoas a correrem riscos e dedicarem tempo e atenção para projetos potenciais.

Depois de uma série de pesquisas na área e aplicação de programas de gestão da inovação em empresas de diferentes setores, identificamos 2 variáveis centrais:

-         Pelo que a empresa incentiva?

-         Como a empresa incentiva?

Algumas instituições preferem impulsionar a geração de ideias com recursos financeiros, brindes ou prêmios. Por outro lado, há empresas que entendem que a melhor forma de incitar os envolvidos é por meio do reconhecimento.

Esta distinção reside na intensidade com que a empresa compatibiliza o uso de mecanismos de reconhecimento e/ou de recompensa e se o faz pela geração da ideia ou pelos resultados.

A Matriz de Incentivos a Inovação

A partir de então, desenvolvemos a Matriz de Incentivos a Inovação para auxiliar os executivos e gestores de empresas nas políticas de estímulo aos colaboradores.


O eixo ‘Foco de Incentivo’ mostra dois caminhos: o de geração de ideias e o de resultados pós implementação. Um exemplo do primeiro é uma farmacêutica com a qual trabalhamos que incentivava por meio de prêmios os colaboradores a postarem ideias no portal da marca. Já o segundo foi visto em outra empresa do setor que incentivava a inovação através de ideias implementadas com resultado.

O outro eixo ‘Tipo de Incentivo’ mostra a ferramenta de estímulo utilizada. Partindo dos mesmos exemplos citados, a primeira empresa usou mecanismos de reconhecimento, enquanto que a outra recompensava os colaboradores financeiramente pelas ideias executadas.

Os Modelos de Incentivo a Inovação

A combinação das duas variáveis, tipo de incentivo e foco do incentivo, forma a matriz apresentada. Dessa forma, surgem quatro modelos distintos de incentivo a inovação:

Participação no Resultado
: É quando uma organização paga pelas ideias transformadas em resultado efetivamente. Pode ser por meio de um percentual do benefício do projeto, em termos de crescimento de receita, resultado ou redução de custos e por meio de faixas de recompensa financeira pré-determinadas. Essa variação vai depender de como é o processo de inovação, quais ideias executadas premiadas e como são definidos os vencedores. Um exemplo é uma empresa que trabalhamos que optou por premiar, anualmente, as 5 melhores ideias implementadas com valores pré-estabelecidos.

Reconhecimento Criativo
: Modelo que a empresa reconhece a geração de ideias. Um mural, uma intranet, uma revista interna, um almoço de apresentação com a alta gestão ou mesmo um “hall da fama” dos inovadores. Trabalhamos com uma indústria que destacava na festa de final de ano as melhores ideias e alçava a melhor sugestão ao “Hall da Fama da inovação“.

Paga-se por ideias
: Quando as ideias inovadoras são recompensadas. Muito utilizado em campanhas públicas com clientes, parceiros, fornecedores ou comunidade em geral. A 3M está com uma iniciativa no Brasil, a Fábrica de Ideias,  que recompensa as melhores sugestões com Kits da marca.

Execução Reconhecida
: É a forma de gerar visibilidade, reconhecimento e, por vezes, até promoção, pela transformação de ideias em resultados para a instituição. Em uma empresa de serviços que desenvolvemos um programa de gestão da inovação, optou-se por promover um gerente que implementou um projeto de novo negócio na empresa, com ótimos resultados.

Quando usar qual modelo

A definição do modelo mais adequado depende de 4 fatores:

     1. Público envolvido
: quem é o foco da iniciativa de inovação?
     2. Maturidade do processo de inovação na empresa: qual o estágio da gestão da inovação na empresa?
     3. Problema do processo de inovação: quais as dificuldades para inovar?
     4. Mecanismos de avaliação de desempenho e recompensa disponíveis na organização: que tipo de
         ferramentas e instrumentos a empresa utiliza?

O PÚBLICO ENVOLVIDO: Programa de ideias X Co-criação e Open Innovation

Os diferentes modelos podem ser utilizados em diferentes contextos ou até mesmo simultaneamente.

Em campanhas de inovação aberta e de Co-criação com público externo, é mais indicado o modelo “Paga-se por ideias”, uma vez que existe dificuldade na implementação, além dos criadores não estarem envolvidos na execução.

No entanto, dependendo da natureza do público, pode-se pensar em modelos de “Reconhecimento criativo”. Uma comunidade de desenvolvimento de software que trabalhamos dava o nome dos criadores às novas aplicações de software desenvolvidas.

Em iniciativas com o público interno, fica clara a utilização de modelos de “Execução reconhecida” e, dependendo da cultura e da maturidade do processo de inovação, também o modelo de “Participação no Resultado”.

A MATURIDADE DO PROCESSO DE INOVAÇÃO: Iniciando, refinando ou maturando
A incorporação da inovação como prática de gestão segue uma caminhada que denominamos de CMI – Curva de Maturidade da Inovação.

É iniciada pela sensibilização sobre o tema, depois o entendimento das ferramentas e estruturação do processo para, em seguida, criar um ambiente propício à inovação, chegando ao estágio final de monitoramento da gestão.

As empresas que estão iniciando a caminhada tem como desafio gerar ideias, motivo pelo qual tendem a combinar o modelo de “Paga-se por ideias” e “Reconhecimento criativo”.

Adiante nessa trajetória, é perceptível que ter ideias em profusão não é a solução e, por vezes, um problema. Passa-se a recompensar pela execução de tais ideias e transformação das mesmas em resultado. Nesse momento, há um deslocamento para os modelos do topo da Matriz de Incentivos.

Trabalhamos com uma indústria que percebeu que remunerar ou reconhecer apenas pelas ideias criava um ambiente de baixo comprometimento. Havia um banco de mais de 600 ideias, muitas delas sem nenhum potencial inovador e sem um encaminhamento efetivo. Nesse momento, a organização balanceou essa prática com a inclusão de modelos baseados no resultado que as ideias traziam.

O PROBLEMA DO PROCESSO DE INOVAÇÃO: O que está acontecendo?

Quando a maturidade do processo de inovação está mais adiantada é viável balizar o uso de incentivos pelo desafio que a empresa enfrenta. Há excesso de ideias? Complementa-se com modelos de execução. Faltam ideias? Utiliza-se dos modelos da base da matriz.

Os colaboradores só se mobilizam em troca de recursos financeiros? Opta-se por equilibrar com os modelos do lado direito da matriz. O entendimento do desafio enfrentado pelo processo de inovação na empresa é um ponto crucial no estabelecimento dos mecanismos de incentivo.

OS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO E REMUNERAÇÃO: O que a empresa utiliza e qual a cultura da organização

Outra variável impactante na definição dos melhores incentivos reside no que a empresa já utiliza como mecanismos de avaliação de desempenho e remuneração de seus executivos.

Trabalhamos com uma empresa que aplicava o processo de avaliação de desempenho individual dos executivos sem referência para a inovação. Optou-se, então, por destacar a inovação com uma das competências dos executivos e, em um segundo momento, de todos os colaboradores.

Em outra situação que vivenciamos, a empresa remunerava seus colaboradores por meio de PPR (Programa de Participação nos Resultados). Já existiam projetos que formavam os itens de avaliação dos profissionais. A partir do programa de inovação, os funcionários que gerenciavam projetos inovadores, deviam, obrigatoriamente, incluí-los nos itens que iriam gerar a métrica para o pagamento da participação nos resultados. Em seguida, os projetos de inovação gerenciados por subordinados também foram incluídos em seu “scorecard” individual de remuneração.
O importante é compatibilizar os mecanismos de incentivo que a organização emprega para inovação com aqueles utilizados pelas políticas de gestão de pessoas. Essa conexão fortalece os mecanismos existentes e evita qualquer tipo de incoerência entre os mesmos.

Os modelos apresentados não são escolhas excludentes. Podem ser aproveitados de forma complementar, desde que se considere prós e contras e o contexto de aplicação. Se a sua organização pretende se transformar em uma inovadora-serial, uma boa iniciativa é atentar para a criação da cultura de inovação.

No entanto, suplantar os desafios da rotina e do dia a dia exige o estabelecimento de um conjunto de incentivos para inovar. O entendimento dos diferentes modelos a partir da aplicação da Matriz de Incentivos a Inovação será decisivo para obter os melhores resultados.

Fonte: 3M


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